terça-feira, 29 de março de 2016

o Parto!!! Parte I - Meu relato de parto normal!!! - Por Andréa Lattanzi

Quando a Renata me convidou para escrever um post sobre o meu parto, aceitei na hora, porque há muito queria falar sobre esse assunto, apenas faltava uma oportunidade. Que bom que ela chegou!! Bom, deixa eu me apresentar. Meu nome é Andréa Lattanzi, 34 anos, mãe do Pedro, 19 meses.

Quando engravidei, as dúvidas e preocupações eram intermináveis, porém confesso que o parto não me afligia muito, afinal, eu teria tempo para pensar a respeito. Mas, pensar a respeito de quê?? Eu certamente faria uma cesárea. O que eu sabia sobre o parto normal era tão somente aquilo que eu havia visto na TV ou cinema: cenas dignas de um filme de terror! Definitivamente, Pedro nasceria por meio de uma cirurgia.

Tive uma excelente gestação, minha médica e eu estávamos muito satisfetas com o andamento das coisas. Engravidei nos EUA, onde moro há três anos. E, para desmistificar, aqui, o parto normal NÃO é obrigatório, porém é SIM o mais comum. Em torno do quinto ou sexto mês, foi chegado o momento em que a fatídica conversa precisava acontecer: a definição do plano de parto. Falei para minha médica que, na minha cultura, o “normal” era o parto cesárea e que eu tinha muito medo do parto normal. Na verdade, o que eu tinha era desconhecimento, assim como a maioria das brasileiras. Ela entendeu perfeitamente minha preocupação, me deixou à vontade para que eu decidisse o tipo de parto com o qual eu ficaria mais confortável, mas, também não exitou em dizer que eu e Pedro estávamos saudáveis e que, neste caso, não havia porque não ter um parto de maneira natural. De qualquer forma, munida das informações que ela me deu, fui para casa ciente de que eu precisava pensar a respeito e tomar uma decisão. Que decisão!!!!

 Dia após dia, eu busquei informação, muita informação, sobre os tipos de parto e decidi: meu primeiro filho nasceria de parto normal. É claro que não foi uma decisão fácil, uma das mais difíceis da minha vida. Isso porque tudo que eu sabia até me informar de fato me desencorajava a fazê-lo. Isso vale para tudo na vida! Informe-se! Sempre! Não forme sua opinião sem informação. Sendo assim, fui ganhando confiança e a certeza de que Pedro viria ao mundo quando ele estivesse pronto. Isso contava muito para mim. E foi assim. No dia em que completaria 38 semanas de gestação, acordei às 2:00 horas com uma forte cólica. Entretanto, verifiquei que elas não aconteciam com intervalos regulares. Tentei relaxar e dormir, mas as cólicas continuavam intensas. Naquele dia, eu tinha uma consulta com minha médica perto da hora do almoço e, como o consultório era dentro do hospital onde meu filho nasceria, eu e meu marido resolvemos ir até lá para checar se estava tudo bem e depois iríamos para a consulta agendada. Chegando ao hospital, por volta de 8:00, foi constatado que eu estava em trabalho de parto, com dois centrímetros de dilatação. Fui internada e levada para a sala de parto, onde eu veria minha médica horas depois. Por volta das 13:00, eu optei por tomar a anesteseia, porém tive uma complicação (queda de pressão e desmaio) e os médicos me medicaram com uma dosagem muito pequena, apenas para que eu me mantivesse bem até a hora do nascimento. Às 23:45 do dia 7 de agosto de 2014, meu Pedro chegou aos meus braços e me fez esquecer as quase 24 horas a sua espera - o que é normal para as mulheres que estão dando à luz a seu primeiro filho. Seria hipocrisia e até mesmo, mentira, dizer que foi fácil, que não tive medo, que eu não senti dor. Não foi fácil ficar todas essas horas sem comer e ter energia para parir, eu tive muito medo, pois era meu primeiro parto e tudo desconhecido para mim e, sim, eu senti dor. Entretanto, durante o meu longo trabalho de parto, ao lado de meu marido, quem participou ativamente de todo o processo, eu busquei pensar apenas no quão eu aguardava aquele serzinho tão amado e que naquele dia eu o teria em meus braços. Foi intenso, foi especial, foi, com certeza, um momento mágico.

Andréa Lattanzi
Maternidade em Muitos Tons 
@maternidadeemmuitostons

quarta-feira, 23 de março de 2016

Amamentação! Parte V - Cartilha das mamadas!!! - Por Dra. Maria Emmerick

Olá, amigas do Playing Paradise, novamente, fui convidada pela Renata para falar de um assunto que eu adoro, Amamentação! Gosto tanto, que fiz uma cartilha sobre o assunto para distribuir para as mamães que atendo. Então, como vou falar sobre técnicas de amamentação e os benefícios para saúde da mamãe e do bebe, vou compartilhar a cartilha com vcs!

O aleitamento materno deve ser iniciado imediatamente após o nascimento, de preferência ainda dentro da sala de parto. 
Como a Dra. Fernanda falou no outro post, durante os primeiros 6 meses de vida, o bebê deve receber aleitamento materno exclusivo. Não é necessário oferecer água, chás, sucos ou qualquer outro alimento. Medicamentos são exceção. 
Não oferecer chupetas e bicos, pois os mesmos podem levar ao desmame precoce, a alterações ortodônticas, a um aumento da incidência de candidíase oral e servem de veículo para germes causadores de doenças. 

O BEBÊ DEVE SUGAR A MAMA ATÉ ESVAZIÁ-LA! 
O leite anterior é ralo e doce, composto por proteína do soro e lactose; é ele que mata a sede do bebê, por nisso não há necessidade de oferecer água. 
O leite posterior é rico em gordura; é ele que sacia a fome do seu bebê. 
Se você der um pouquinho de uma mama e logo passar pra outra sem esvaziar a primeira, seu bebê estará saciando a sede, mas não a fome. Por isso é necessário esvaziar uma mama antes de passar pra outra, para que ele possa ficar bem alimentado, aumentando o intervalo entre as mamadas e permitindo que ele ganhe peso. 

TÉCNICA DE AMAMENTAÇÃO: 
- a cabeça e o tronco do bebê devem estar alinhados, e o corpo do bebê deve estar encostando o corpo da mãe, barriga com barriga. 
- o bebê deve abocanhar toda a aréola, com a boca bem aberta, lábios evertidos e o queixo tocando a mama. 
- após a mamada, deve-se deixar o bebê em posição mais elevada, para que ele possa expelir o ar que engoliu durante a amamentação. 
- As duas mamas devem ser oferecidas em todas as mamadas; Esvazie uma mama e depois passe para a outra. Na próxima mamada, inicie pela mama que não foi esvaziada completamente. Alternando a mama facilita-se o esvaziamento adequado e garante a saciedade do seu bebê. 
Sinais de técnica incorreta: bochechas do bebê encovadas durante a sucção, ruídos da língua, mama muito esticada ou deformada durante a mamada, dor à amamentação. 
Parâmetros que ajudam a avaliar se seu bebê está sendo bem amamentado: ganho de peso, período de sono de 2 a 4 horas entre as mamadas, troca frequente de fraldas. 

O bebê em aleitamento materno costuma evacuar toda vez que mama, mas alguns podem ficar até 5-7 dias sem evacuar. Ambas as situações são normais. 




NÃO EXISTE “LEITE FRACO”! 
Se o seu bebê não estiver ganhando peso adequadamente ou não está ficando saciado, é provável que a técnica de amamentação esteja incorreta. Cheque com seu Pediatra essa possibilidade e peça indicação de alguma enfermeira ou Fonoaudióloga que possa te ajudar a trabalhar a pega da mamada.

BOAS RAZÕES PARA AMAMENTAR 
- O leite materno atende completamente às necessidades nutricionais do bebê, não necessitando de nenhum complemento. 
- Diminui a ocorrência de doenças imunoalérgicas, diarreicas e infecções respiratórias graves. 
- Promove perda de peso na mãe: o gasto energético de uma mulher em aleitamento exclusivo é de cerca de 700 kcal/dia. 
- Diminui o risco da mulher desenvolver câncer de mama e de ovário. 

DICAS PARA AS MAMÃES: 
- Para prevenir rachaduras: mantenha os mamilos secos, expondo-os ao sol; não use sabões, álcool ou óleos para limpeza dos mamilos; ordenhe um pouco de leite antes da mamada, e ao final da mamada introduza o dedo mínimo no canto da boca do bebê para desfazer o vedamento e evitar machucar o mamilo. 
- Exponha as mamas por poucos minutos ao sol, para diminuir de forma natural a sensibilidade dos mamilos; 
- EM CASO DE RACHADURAS OU MASTITE, NÃO SUSPENDA A AMAMENTAÇÃO!!! 
Em caso de rachaduras, não suspenda a amamentação! Passe o próprio leite materno sobre o bico e deixe-os um pouco ao ar livre e ordenhe um pouco de leite antes de cada mamada. 
A Mastiste é quando dizem que o seio "empedrou". A amamentação não deve ser suspensa, pois também ajuda a drenar a infecção. Mas deve-se procurar um medico, imediatamente, se sentirem os sintomas, como mamas vermelhas e enrijecidas. Em alguns casos, há necessidade de uso do Antibiótico. 


E O MAIS IMPORTANTE: NÃO DESISTA!!! O LEITE MATERNO É O ALIMENTO QUE ATENDE A TODAS AS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO SEU BEBE. BEBE QUE MAMA NO PEITO É UM BEBE SAUDAVEL!!!